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Monday, September 26, 2005



Meu Primeiro Enecom

Por Briana Meira


Quando se é estudante de comunicação, o Enecom é como uma obrigação, parece impossível fazer comunicação sem participar, nem que seja uma vez na vida, desse encontro de estudantes. Para muitos isso não seria possível, falta tempo ou grana. No meu caso era a segunda opção. Todos que participavam, comentavam como era maravilhoso, e ficava tentando imaginar...
Eu tinha em mente um evento grandioso, onde o estudo seria o principal objetivo de todos, viriam palestrantes bem conceituados do Brasil inteiro na área da comunicação, a didática acadêmica seria revista e discutida. Tudo aconteceria como uma grande aula, onde aprenderíamos como tornar-se um verdadeiro comunicador.
Haveria também momentos de descontração, leríamos bons livros, assistiríamos filmes interessantes, ouviríamos músicas inspiradoras e teríamos conversas sobre a forma atual de fazer comunicação. Tudo incidiria de forma organizada e pontual.
O patrocínio concedido pelas grandes empresas de comunicação e do governo, ajudaria a construir este evento, pois se eles querem bons profissionais então teriam como obrigação investir na formação dos mesmos.
Para a minha sorte e felicidade não precisaria mais imaginar, pois o Enecom 2005 relizar-se-ia em Maceió, agora poderia tirar minhas próprias conclusões. Estava ansiosa para que o grande dia chegasse, mas ainda faltavam duas semanas. Decidi investigar como estavam os preparativos, essa foi meu primeiro pesar.
A equipe organizadora se matava para conseguir realizar o evento há um ano e as coisas ficavam cada vez mais difíceis. Nesta hora não há patrocínio, os que deveriam ser os principais interessados, viram as costas. Tudo recai nos ombros dos estudantes. Mesmo com o mundo nas costas eles conseguem atingir o objetivo.
Chega então o grande dia, caravanas apontam de todo o Brasil, nunca vi tanta gente junta. Pessoas que pareciam nem fazer parte do mesmo planeta, foi uma profusão de cores e jeitos que pareciam não caber na UFAL. A alegria desses povos se espalhava por toda a parte. Aquela cidade universitária pacata, acostumada com a rotina diária, passou a ser um caldeirão de raças e costumes que contagiavam a todos.
Foi em meio a essa abundância de etnias que me vi perdida dentro do meu mundo, que agora não era só meu, pessoas do Brasil inteiro faziam parte dele. Tivemos de tudo um pouco, palestras - sobre política, cultura popular, opressões, comunicação alternativa - grupos de discussão, oficinas, mini cursos, grupos de trabalho, núcleos de vivência e muita festa.
Os sete dias do meu primeiro ENECOM foram os mais intensos e surpreendentes da minha vida acadêmica, pois pude aprender que quando estudantes de comunicação se unem em torno de um mesmo objetivo, ainda que pareça impossível alcançar, eles acabam por conseguir.

Isabelle - 6:04 PM

Autoras:


Briana Meira


Bruna Cynthia


Isabelle Carvalho

Estudantes da
Universidade Federal de Alagoas
Curso: Jornalismo
Cidade: Maceió

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